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Sem contar com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), 26 bairros da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, onde vivem mais de 850 mil pessoas, concentram a maior parte dos principais crimes cometidos na capital.
A área, que conta com o policiamento dos Batalhões de Rocha Miranda (9º BPM) e Irajá (41º BPM), registrou o maior número de homicídios entre janeiro e dezembro de 2010 - 437 casos, o que corresponde a 26,8% do total da capital (1.628).
De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), a região também concentrou casos de roubo seguido de morte (20,5% ou 14 casos), tentativa de homicídio (18,3% ou 285 casos) e estupro (15,2% ou 220 casos) durante todo o ano passado.
Os roubos também são mais frequentes nessa parte da cidade, onde aconteceram 9,5% dos roubos a casas (53), 26,9% dos roubos de veículos (3.175), 20,1% dos roubos de cargas (281), 19,6% dos roubos a pedestres (7.128), 26,6% dos roubos ocorridos dentro de ônibus (1.273) e 18,5% dos furtos de veículos (1.654).
O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenele, explica que alguns fatores explicam a incidência dos crimes.
- É uma área repleta de favelas dominadas pelo narcotráfico. Além disso, tem muitas rotas de fuga, como saídas para a rodovia presidente Dutra e avenida Brasil. Além de fazermos o patrulhamento nas ruas, precisamos planejar e fazer operações nessas comunidades.
O oficial lembrou que, recentemente, a PM ocupou os morros da Serrinha e do Juramento e acabou com uma guerra entre facções criminosas rivais que disputavam o controle da venda de drogas nessas favelas. Apesar da criminalidade, Fontenele diz que, na área do batalhão, os índices estão de acordo com as metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança Pública.
- Baixamos em 40% ou 50% os roubos de carros, entre outros crimes. Mapeamos as ruas e os horários onde ocorriam mais crimes e passamos a atuar nesses locais.
Ao que tudo indica, a situação para os moradores não deve mudar ao menos nos próximos oito meses. De acordo com a secretaria, há previsão de instalação de UPP na região, mas não para este ano, quando serão contemplados o morro do São Carlos, no Estácio, e os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, que deverão receber cerca de 2.500 policiais.
Os bairros que fazem parte das áreas dos batalhões de Rocha Miranda e Irajá são Praça Seca, Quintino, Cascadura, Campinho, Engenheiro Leal, Cavalcanti, Madureira, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Marechal Hermes, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Vila da Penha, Irajá, Vista Alegre, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Colégio, Coelho Neto, Barros Filho, Costa Barros, Acari, Parque Columbia e Pavuna.
"Sequestro" de carros
Para policiais civis que atuam em delegacias da região, a grande quantidade de favelas (mais de cem), dominadas por três facções criminosas rivais é um dos principais motivos da incidência de crimes. Entre as mais perigosas, estão os morros da Pedreira, Quitanda e Lagartixa, em Costa Barros.
No mesmo bairro, a Delegacia da Pavuna (39ª DP) identificou 22 criminosos do Chapadão, que sequestravam veículos. Depois de roubar os carros, os bandidos ligavam para os donos e pediam pagamento de resgate.
Embora a situação seja mais grave nesses 26 bairros, a zona norte inteira, onde vivem cerca de 2,82 milhões de pessoas, sofre com altos índices de criminalidade. Foi nessa área da cidade que aconteceu em 2010 metade dos homicídios, metade dos roubos a pedestre, metade dos roubos a comércio, 60% dos roubos de carga, 67% dos roubos de veículos, 63% dos roubos seguidos de morte e 60% dos roubos em coletivos.
A área, que conta com o policiamento dos Batalhões de Rocha Miranda (9º BPM) e Irajá (41º BPM), registrou o maior número de homicídios entre janeiro e dezembro de 2010 - 437 casos, o que corresponde a 26,8% do total da capital (1.628).
De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), a região também concentrou casos de roubo seguido de morte (20,5% ou 14 casos), tentativa de homicídio (18,3% ou 285 casos) e estupro (15,2% ou 220 casos) durante todo o ano passado.
Os roubos também são mais frequentes nessa parte da cidade, onde aconteceram 9,5% dos roubos a casas (53), 26,9% dos roubos de veículos (3.175), 20,1% dos roubos de cargas (281), 19,6% dos roubos a pedestres (7.128), 26,6% dos roubos ocorridos dentro de ônibus (1.273) e 18,5% dos furtos de veículos (1.654).
O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenele, explica que alguns fatores explicam a incidência dos crimes.
- É uma área repleta de favelas dominadas pelo narcotráfico. Além disso, tem muitas rotas de fuga, como saídas para a rodovia presidente Dutra e avenida Brasil. Além de fazermos o patrulhamento nas ruas, precisamos planejar e fazer operações nessas comunidades.
O oficial lembrou que, recentemente, a PM ocupou os morros da Serrinha e do Juramento e acabou com uma guerra entre facções criminosas rivais que disputavam o controle da venda de drogas nessas favelas. Apesar da criminalidade, Fontenele diz que, na área do batalhão, os índices estão de acordo com as metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança Pública.
- Baixamos em 40% ou 50% os roubos de carros, entre outros crimes. Mapeamos as ruas e os horários onde ocorriam mais crimes e passamos a atuar nesses locais.
Ao que tudo indica, a situação para os moradores não deve mudar ao menos nos próximos oito meses. De acordo com a secretaria, há previsão de instalação de UPP na região, mas não para este ano, quando serão contemplados o morro do São Carlos, no Estácio, e os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, que deverão receber cerca de 2.500 policiais.
Os bairros que fazem parte das áreas dos batalhões de Rocha Miranda e Irajá são Praça Seca, Quintino, Cascadura, Campinho, Engenheiro Leal, Cavalcanti, Madureira, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Marechal Hermes, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Vila da Penha, Irajá, Vista Alegre, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Colégio, Coelho Neto, Barros Filho, Costa Barros, Acari, Parque Columbia e Pavuna.
"Sequestro" de carros
Para policiais civis que atuam em delegacias da região, a grande quantidade de favelas (mais de cem), dominadas por três facções criminosas rivais é um dos principais motivos da incidência de crimes. Entre as mais perigosas, estão os morros da Pedreira, Quitanda e Lagartixa, em Costa Barros.
No mesmo bairro, a Delegacia da Pavuna (39ª DP) identificou 22 criminosos do Chapadão, que sequestravam veículos. Depois de roubar os carros, os bandidos ligavam para os donos e pediam pagamento de resgate.
Embora a situação seja mais grave nesses 26 bairros, a zona norte inteira, onde vivem cerca de 2,82 milhões de pessoas, sofre com altos índices de criminalidade. Foi nessa área da cidade que aconteceu em 2010 metade dos homicídios, metade dos roubos a pedestre, metade dos roubos a comércio, 60% dos roubos de carga, 67% dos roubos de veículos, 63% dos roubos seguidos de morte e 60% dos roubos em coletivos.
Por: Raudiney Amaral







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